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SUGESTÕES DE MÚSICAS E PARÓDIAS PARA A ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS, DE LINGUAGEM E CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS

56-    500 Anos de Sobrevivência  -  Gabriel Pensador
500 anos de vida,
500 anos de sobrevivência,
500 anos de história,
500 anos de experiência,
500 anos de batalhas, derrotas e vitórias,
Desordem e progresso, fracasso, sucesso,
Dor e alegria, tristeza e paixão,
500 anos de trabalho,
e a obra ainda está em construção,
A luta continua, a vida continua,
Apesar do sangue que escorre,
O guerreiro não se cansa e acredita na mudança,
Porque a esperança é última que morre.
Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Eu odeio tudo isso, mas eu tenho que saber,
O que eu leio no jornal e eu vejo na TV,
Eu odeio tudo isso, mas eu tenho que vencer,
Porque eu tenho um compromisso com a vida e com você,
O que eu vejo no jornal não me deixa feliz,
Mas não mudo de canal e não mudo de país,
Eu tenho medo, porque o medo está no ar,
Mas ainda é cedo pra deixar tudo pra lá,
Não adianta ficar aqui à toa,
Só esperando pra ouvir notícia boa,
O que se planta é o que se colhe,
O futuro é um presente que a gente mesmo escolhe,
A semente já está no nosso chão,
Agora é só regar com a mente e o coração,
A transformação da revolta em amor,
Faz a água virar vinho e o espinho virar flor,
Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Não adianta ficar aqui à toa,
Só esperando pra ouvir notícia boa,
O que se planta é o que se colhe,
O futuro é um presente que a gente mesmo escolhe,
A semente já está no nosso chão,
Agora é só regar com a mente e o coração,
A transformação da revolta em amor,
A transformação...
Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Nem todos que sonharam conseguiram, mas pra conseguir é preciso
sonhar.

Para conversar:

    O desrespeito ao direito que toda pessoa humana tem de ser tratada com dignidade é histórico, mas não pode ser eterno. Como dizia Mandela: “Não nascemos odiando. Se aprendemos a odiar, podemos aprender a amar e a respeitar”.
     Converse com seus colegas sobre as ações que no dia a dia podem contribuir para a mudança no modo de tratar as pessoas, para uma cultura de solidariedade e paz.
     O que podemos fazer e por onde vamos começar?


57-    Eu só peço a Deus  -  Mercedes Sosa e Beth Carvalho

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria
Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente
Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente
Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente
Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente.


58-    Haiti  -  Interpretação: Afroreggae
Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for à festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for transar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.

Para conversar:

          A luta pelos direitos humanos só existe por força daqueles que não se conformaram com as injustiças. Faça uma pesquisa sobre a luta de Gandhi, de Mandella, de Martin Luter King, de D. Helder Câmara, de Chico Mendes, de Ir Dorothy e outros tantos que defenderam a causa dos excluídos porque entenderam que a paz só é possível pela prática da justiça.
          É possível viver com sentido sem abraçar a causa de melhorar a vida das pessoas?


59-    Homem que faz a Guerra  -  Interpretação: Cidade Negra
Composição: Lazão / Toni Garrido / Da Gama / Bino Farias / Rappin’Hood

O homem que faz a guerra
Não tem tempo de fazer o amor (2x)
Manipula a vitória
Muda o rumo da história
Tipo o dono da razão
Ele já não lembra mais
Das lágrimas do passado
E das vidas desperdiçadas
Ele já não sabe que perdeu
Grande parte da sua vida
E todo senso de humor
Ele perdeu o pôr-do-sol
Ele perdeu a lua no seu quintal
E não sentiu o cheiro do mar...
“O homem fez a guerra, Quase explodiu a terra,
O homem poluiu o ar, De toda a atmosfera,
Quase acabou com tudo, Se achou o dono do mundo,
Não importa se os pais, De família virem defuntos,
O homem escraviza, Só o lucro visa,
Se dane o trabalhador, Que sua a camisa,
Não preza a amizade, Não passa de um covarde,
Nunca conheceu um parceiro, Como “Sabotage”,
Não tem piedade, Não acredita em Deus,
Quanto mais melhor, Que se danem os plebeus,
Pois é tudo por dinheiro, Batalha o dia inteiro,
De sol a sol, Por pouco a luta dos guerreiros,
Drama dos brasileiros, Vejo todos os dias,
Enquanto poucos ganham, Chora a maioria,
Dinheiro pros playboys, Armas e drogas prá favela, Século 21,
O homem ainda faz a guerra”
O homem que faz a guerra
Não tem tempo de fazer o amor (2x)
Manipula a vitória
Muda o rumo da história
Tipo o dono da razão
Ele já não lembra mais
Das lágrimas do passado
E das vidas desperdiçadas
Ele já não sabe que perdeu
Grande parte da sua vida
E todo senso de humor
Ele perdeu o pôr-do-sol
Ele não viu a lua no seu quintal
Ele não viu as cores do mar...
“Homem sem tempo, Grana é seu movimento,
Amigo é dinheiro, No bolso seu argumento,
Não observou o sorriso, De uma criança,
Nunca aprendeu, Sobre o amor e a esperança,
Nunca estudou, Sobre a vida de Marcus Garvey,
Nunca entendeu, A mensagem de Bob Marley,
Não sentiu na pele, O que é ter necessidade,
Nunca saberá, Conviver na simplicidade,
Diz que humildade, É coisa de otário,
Que vai ganhar pra sempre, Aquele mínimo salário,
Pra Jah eu oro agora, Pedindo proteção,
Força e saúde, Pra cantar mais um refrão”
Digam: Eu sou
Eu sou!
Vencedor
Vencedor!
Digam: Eu sou
Eu sou!
O Senhor
O Senhor!
Ele perdeu o pôr-do-sol
Ele não viu a lua no seu quintal
Ele não viu as cores do mar...

Para conversar:

Em que o desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, pobre ou rica, preta ou branca, nos atinge?
As atitudes egoístas e as injustiças colaboram para tornar o mundo um lugar de medos e incertezas? O que pode devolver ao ser humano o sentido da vida?


60-    O meu país  -  Zé Ramalho

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo.

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram-se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo em comum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde a escola não ensina
E hospital não dispõe de raios X
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é, com certeza, o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é, com certeza, o meu país.

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo.

Para conversar:

De quais direitos negados fala esta música? Por que isso acontece?
O que significa a atitude de ficar calado diante das injustiças e desigualdades?


61-    Índio do Brasil  -  Boi Garantido
Composição: Geandro Pantoja / Demetrios Haidos

Sou igara nessas águas
Sou a seiva dessas matas
E o ruflar das asas de um beija-flor
Eu vivia em plena harmonia com a natureza
Mas um triste dia o kariwa invasor
No meu solo sagrado pisou
Desbotando o verde das florestas
Garimpando o leito desses rios
Já são cinco séculos de exploração
Mas a resistência ainda pulsa no meu coração
Na cerâmica Marajoara, no remo Sateré
Na plumária ka'apor, na pintura kadiwéu
No muiraquitã da icamiaba
Na zarabatana Makú, no arco Mundurukú
No manto Tupinambá, na flecha kamayurá
Na oração Dessana...
Canta índio do Brasil
Canta índio do Brasil
Anauê nhandeva, anauê hei, hei, hei!
"Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil".

Para conversar:
Pergunte a seus pais e avós o que lhes era dito sobre os povos indígenas? Quem contava essa história?
E você, o que sabe sobre eles? Quem lhe disse? Onde você busca outras informações?
Qual a dívida histórica que temos com estes povos e como podemos resgatá-la?


62-    Amor de Índio -  Milton Nascimento

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar

Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar
E andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo.


63-    Índios  -  Legião Urbana

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha

Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda

Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender:
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
(Continua...)

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PLANO DE AULA: TEMA - VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

PLANO DE AULA: TEMA - VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS Plano de aula Língua Portuguesa


Tema: Variações Linguísticas



Tempo: 12 aulas.




OBEJETIVOS:
- Refletir sobre as variações da língua no decorrer do tempo. - Valorizar as diferenças culturais e linguísticas. - Usar a linguagem com autonomia e sem preconceitos



Materiais utilizados e disponíveis neste planejamento.


Textos variados; Filme – Tapete Vermelho Exercícios variados Avaliação da aprendizagem

1ª Aula: (momento descontração)
Leitura dos seguintes textos. I - Declaração Mineira de Amor aos Amigos...
Declaração Mineira de Amor aos Amigos.... Amo ocê ! . Ocê é o colírio du meu ôiu.
É o chicrete garrado na minha carça dins.
É a mairionese du meu pão.
É o cisco nu meu ôiu (o ôtro oiu - tenho dois).
O rechei du meu biscoito.
A masstumate du meu macarrão.

PLANO DE AULA DO 6º AO 9º ANO

CADERNO DE: PLANOS DE AULA



01
Tema: DESENVOLVIMENTO DO GOSTO PELA LEITURA
II OBJETIVOS
Identificar o ritmo, a sonoridade, a musicalidade e expressividade presentes no texto. -desenvolver as habilidades de ler, ouvir e interpretar o texto

III – Síntese dos procedimentos

-Cantar com os professores

-Interpretação escrita do texto.

Leitura ora e do texto (música: E vamos à luta, de Gonzaguinha) pelos professores e pelos os alunos.
-Ouvir com atenção a letra cantada.
-Cantar com os professores.
-Interpretação oral do texto.

IV – Recursos
-Professores
-Alunos
-Aparelho de som / Piloto / Som

02

Tema: PRODUÇÃO DE TEXTO (Quem Conta um Conto )

II - Objetivos
-Criar oportunidades para que os alunos descubram a expressão escrita como forma de comunicação e de interlocução.
-Despertar o interesse dos alunos para usar a escrita como uma maneira de ter uma visão de mundo mais abrangente e dinamizada.

III – Síntese dos procedimentos
-Discutir as expectativas e previs…